O plano
Se eu tenho um plano? Claro que eu tenho um plano! O meu desejo de mudar vai se tornar realidade a cada atitude nova que eu tomar; pequena ou grande eu sentirei a diferença. Nada é definitivo, mas tenho algumas metas que podem ser alteradas conforme as coisas forem acontecendo, afinal não pretendo me frustrar por meu plano não ter saído perfeito. O arquiteto de nossas vidas é bem criativo e surpreendente.
Uma das minhas metas iniciais é concluir a faculdade de letras e partir pra outra. Tenho duas possibilidades: administração e nutrição. Áreas bem diferentes, mas que me interessam bastante. No momento creio que administração esta mais voltada pra área que estou e pretendo atuar por enquanto. Mas também poso fazer as duas coisas, por que não? Uma nutricionista que administra o próprio negócio. Posso abrir um SPA, ou academia. Enfim eu vou mudar de área, nunca quis mesmo levar letras como profissão.
Outra meta minha é dar mais atenção a minha saúde e já comecei a fazer indo pra academia e me alimentando de formão mais regrada. Também tenho que cuidar do coração, mas namoro é coisa bem mais complicada, envolve outra pessoa e vai esperar um pouco mais. Agora tenha decisões a tomar. Minhas irmãs querem me levar daqui. A mais velha já ate me arrumou um emprego em São Paulo e tem tudo pronto pra que eu me mude pra lá. A do meio quer que eu vá ajudá-la a cuidar de meus sobrinhos e terminar minha faculdade por lá, ela pagaria uma particular.
O que eu perderia ou ganharia com tais propostas? Bem, em ambos os casos eu me afastaria do lugar onde estou. No primeiro eu perderia algo que adoro e demorei pra conseguir: privacidade. Na casa da minha irmã mais velha todo mundo divide o quarto e eu adoro ter meu quartinho, um espaço que por mais que impliquem é meu, adoro minha cama de casal, meu computador, minha bagunça, meu espaço! Também teria que largar a faculdade antes da conclusão e se quisesse estudar outra coisa teria que ser à noite; o bom seria ganhar experiências novas e me aproximaria de um lado da família que praticamente não tenho contato. No segundo caso eu perderia o emprego, pois se realmente for ajudar minha irmã não trabalharia, mas tem lados bons em maior quantidade; poderia concluir meu curso e voltar aqui sempre que quisesse, minha irmã vêm aqui umas três vezes por mês. Também poderia trabalhar com meu cunhado depois de um tempo.
Meu plano não esta totalmente elaborado, o que sei é que do jeito que está não vai ficar. Mas que tudo o que quero busca agora é orientação, preciso conversar pra ouvir as pessoas e assim poder me ouvir também.
“A vida só se dá para quem se deu.”
(Vinicius de Moraes)
Eliene
O primeiro passo
Escutar as pessoas é bom e necessário, não pra elas te dizerem o que deve fazer mais para orientar a quais caminhos você tem como opção e que muitas vezes não percebe. E isso não te tira a liberdade de tomar as próprias decisões. A final a vida é sua e não há pessoa mais indicada do que você para saber o que é melhor pra si.
Falo muito, mais também escuto muito e em meio a tantas palavras me percebo no outro. Mais é no silencio que me encontro.
Planejar faz parte da vida, a partir do momento que você tem uma idéia automaticamente procura meios para executá-la é ai que entra o plano, que será uma ferramenta para facilitar o processo, muitas vezes não o seguimos a risca, improvisar também é preciso mais não há duvidas que ele é necessário.
Para mim planos são todas as noites que passei pensando em como executar minhas decisões uma vez que de fato resolvi colocá-las em pratica. É ai que as formulas para grandes inventos surgem...
Quando topei fazer parte disso tudo (idéia e blog), deixei bem claro que era a favor e apoiava qualquer que fossem as mudanças, independente delas darem certo ou não, o importante é tentar, aprender com as perdas e celebrar as vitorias. Como já disse em outro texto você nunca mais será a mesma, também já falei como foi difícil minha mudança de cidade, não tive tempo para escolhas mais apesar da situação não me vejo mais em outro lugar a não ser aqui ou em frente.
Vim pra cá foi vim em buscar das reais mudanças, o choque da ruptura brusca me fez acorda do meu estado de coma. Amadurece em cinco anos o que não consegui em quinze. Claro que é extremamente difícil se desfazer de tudo aquilo que você já conseguiu, mais quem conseguiu uma vez também consegue outras.
Não estou mandado ninguém mudar de cidade, mais se de repente essa opção aparece porque não? Sei como é e no que isso implica e por isso mesmo é que digo vá, vá em busca daquilo que você quer e que já não pode conseguir num lugar que se torna pequeno pra sua imensidão. Não basta simplesmente sonhar, ir atrás dos sonhos é parte do processo.
Nenhuma mudança é perdida, nenhuma transformação é em vão, seja ela qual for você acaba adquirindo coisas benéficas e isso só é possível quando com sabedoria você aprende a extrair coisas boas mesmo das ruins.
Resolvi escolher pra minha vida coisas que me fazem bem, que me identifique. Por isso ao me deparar com a idéia de fazer uma outra faculdade me surge a duvida, Serviço Social ou Psicologia? São duas opções interessantes e bem a minha cara, mais bem lá no fundo o desejo mais antigo pulsa mais forte e a priori a Psicologia sai na frente, mais quem fez uma faz duas e porque não três?
Já mudei muito, mais sempre sinto que tenho necessidade de mudar mais e mais. Estou bem, reorganizando meus estudos pode traçar a meta de me forma e de conseguir algo na minha área, explorando uma das várias ramificações que eu tenho principalmente a psicológica e social. E ai a idéia seguinte é seguir sempre em frente, o conhecimento é uma fonte inesgotável por isso outros cursos são sempre bem vindos.
Troquei um emprego de carteira assinada por um estagio mais tronquei também ganhar mais por menos e vê esse menos se torna mais, troquei a idéia de trabalhar até tarde pela de ter mais tempo pra estudar e principalmente de conhecer algumas coisas para aprender bem mais. E nunca estive tão bem em toda minha vida, vendo tudo se encaminhando...
Só há uma incógnita, o amor. Não sei se me tornei mais seleta ou se as opções é que realmente ainda não são as que deveriam ser, mais não consigo mais me apaixonar com afinco por ninguém, algumas vezes porque já cansei das mesmices outras porque as novidades não correspondem as minhas expectativas, não me leve a mal, mais eu posso cometer outros erros não os mesmo e por isso não vou investir forças naquilo que já sei que não vai dá em nada.
Por isso decidi entregar definitivamente esse assunto nas mãos de Deus e esperar por seus desígnios divinos, enquanto isso eu oro pelo que ainda está por vim e vou priorizando aquilo que de fato eu posso ir fazendo.
E ultimamente resolvi fazer o bem, sempre quis fazer um trabalho voluntario e com ajuda de alguns amigos estamos montando um grupo para fazer caridade, levar um pouco de alegria aqueles que tem problemas bem maiores do que imaginamos ser os nossos. Demos o primeiro passo meio improvisado, afinal planejamos uma coisa e tivemos que readaptá-la, mais é um modelo que será aprimorado para às vezes seguintes. No geral foi bom e sei que a tendência é só melhora a partir do momento que a idéia vai sendo moldada por cada nova aprendizagem. E sinceramente não sei se sou eu que as ajudo ou se são elas, não sei se torno seu mundo melhor ou se melhor é o meu com o sorriso delas.
“Para quê percorrer inutilmente o céu inteiro à procura da tua estrela? Põe-na lá.”
(Vergílio Ferreira)
Ednamar



Nenhum comentário:
Postar um comentário